ESTUDO DA EFICÁCIA DA HOMEOPATIA EM CÃES E GATOS - PARTE III



ESTUDO DA EFICÁCIA DA HOMEOPATIA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS E DISTÚRBIOS COMPORTAMENTAIS EM CÃES E GATOS - PARTE III



Celso Affonso Machado Pedrini *


* Médico Veterinário

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GRUPO IV

O Grupo IV inclui todos os pacientes que deram sequência ao tratamento, passando, ao menos, por uma reavaliação (inclui os grupos II e III).

CÃES E GATOS: 51 (66,23% do total)

* Faixa etária dos proprietários: 27 a 81 anos (média: 51,76 anos)

* Faixa etária dos pacientes: 3 meses a 18 anos (média: 4,88 anos)

CÃES: 42 (82,35%)

* Faixa etária dos proprietários: 27 a 81 anos (média: 51,09 anos)

* Raças (nº absoluto e %):

SRD (17/40,48%), Dachshund (6/14,28%), Lhasa Apso (3/7,14%), Poodle (3/7,14%), Yorkshire (3/7,14%), Labrador (2/4,76%), Akita (1/2,38%), Buldogue (1/2,38%), Chow Chow (1/2,38%), Maltês (1/2,38%), Pinscher (1/2,38%), Pug (1/2,38%), Rottweiler (1/2,38%) e Shih-Tzu (1/2,38%).

* Sexo (nº absoluto e %):

Masculino: 23 (54,76%) / Feminino: 19 (45,24%)

* Faixa etária dos pacientes: 3 meses a 18 anos (média: 5,18 anos)

* Diagnóstico clínico relacionado à queixa principal (área e diagnóstico / nº absoluto e %):

Dermatologia (15/35,71%): Dermatite Atópica (13/30,95%), Demodiciose (1/2,38%), Piodermite (1/2,38%).

Comportamento (13/30,95%): Agressão Dirigida a Pessoas Familiares (2/4,76%), Ansiedade de Separação (2/4,76%), Agressão Dirigida a Pessoas (1/2,38%), Agressão Dirigida a Pessoas e Cães (1/2,38%), Agressão Dirigida a Pessoa Estranhas (1/2,38%), Agressão Entre Cães (1/2,38%), Fobia de Barulho (1/2,38%), Hiperatividade (1/2,38%), Medo de Pessoas Estranhas (1/2,38%), Micção por Excitação (1/2,38%), Transtorno Compulsivo (1/2,38%).

Neurologia (5/11,9%): Ataxia (2/4,76%), Convulsões (2/4,76%), Doença Vestibular Geriátrica (1/2,38%).

Sistema Digestivo (4/9,52%): Diarreia Crônica (2/4,76%), Anorexia (1/2,38%), Obesidade (1/2,38%).

Sistema Musculoesquelético (2/4,76%): Artropatia Degenerativa (1/2,38%), Displasia Coxofemoral (1/2,38%).

Cardiologia (1/2,38%): Insuficiência Cardíaca (1/2,38%).

Oncologia (1/2,38%): Tumor Intestinal (1/2,38%).

Sistema Respiratório (1/2,38%): Tosse Crônica (1/2,38%).

* A - Pacientes portadores de distúrbios comportamentais (nº absoluto e %): 4 / 9,52%

* B - Pacientes portadores de distúrbios comportamentais e orgânicos (nº absoluto e %): 31 / 73,81%

* C - Pacientes portadores de distúrbios orgânicos (nº absoluto e %): 7 / 16,67%

GATOS: 9 (17,65%)

* Faixa etária dos proprietários: 31 a 74 anos (média: 54,89 anos)

* Raça (nº absoluto e %):

SRD (6/66,66%), Persa (2/22,22%) e Siamês (1/11,11%).

* Sexo (nº absoluto e %):

Masculino: 6 (66,67%) / Feminino: 3 (33,33%)

* Faixa etária dos pacientes: 1 a 8 anos (média: 3,46 anos)

* Queixa clínica principal (área e diagnóstico / nº absoluto e %):

Comportamento (5/55,55%): Agressão Entre Gatos (3/33,33%), Transtorno Compulsivo (2/22,22%).

Sistema Genitourinário (2/22,22%): Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (1/11,11%), Síndrome do Ovário Remanescente (1/11,11%).

Dermatologia (1/11,11%): Otite (1/11,11%).

Sistema Digestivo (1/11,11%): Obesidade (1/11,11%).

* A - Pacientes portadores de distúrbios comportamentais (nº absoluto e %): 1 / 11,11%

* B - Pacientes portadores de distúrbios comportamentais e orgânicos (nº absoluto e %): 8 / 88,88%

* C - Pacientes portadores de distúrbios orgânicos (nº absoluto e %): 0 / 0%

AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA - GRUPO IV

DIAGNÓSTICO CLÍNICO RELACIONADO À QUEIXA PRINCIPAL

* CÃES E GATOS

ÓTIMO

20 (2A, 15B, 3C) / 39,21%

BOM

12 (1A, 10B, 1C) / 23,53%

REGULAR

10 (9B, 1C) / 19,61%

INSATISFATÓRIO

9 (2A, 5B, 2C) / 17,65%

TOTAL

51 (5A, 39B, 7C) / 100%

* CÃES

ÓTIMO

14 (2A, 9B, 3C) / 33,33%

BOM

12 (1A, 10B, 1C) / 28,57%

REGULAR

9 (8B, 1C) / 21,43%

INSATISFATÓRIO

7 (1A, 4B, 2C) / 16,67%

TOTAL

42 (4A, 31B, 7C) / 100%

* GATOS

ÓTIMO

6 (6B) / 66,67%

BOM

0 / 0%

REGULAR

1 (1B) / 11,11%

INSATISFATÓRIO

2 (1A, 1B) / 22,22%

TOTAL

9 (1A , 8B) / 100%

HOUVE MELHORA SIGNIFICATIVA NA QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE? - GRUPO IV

* CÃES E GATOS

SIM

44 (3A, 36B, 5C) / 86,27%

NÃO

7 (2A, 3B, 2C) / 13,73%

TOTAL

51 (5A, 39B, 7C) / 100%

* CÃES

SIM

37 (3A, 29B, 5C) / 88,1%

NÃO

5 (1A, 2B, 2C) / 11,9%

TOTAL

42 (4A, 31B, 7C) / 100 %

* GATOS

SIM

7 (7B) / 77,78%

NÃO

2 (1A, 1B) / 22,22%

TOTAL

9 (1A, 8B) / 100%

HOUVE MELHORA SIGNIFICATIVA EM RELAÇÃO AO TRATAMENTO ALOPÁTICO CONVENCIONAL E/OU AO PERIODO ANTERIOR AO TRATAMENTO HOMEOPÁTICO? - GRUPO IV

* CÃES E GATOS

SIM

42 (3A, 34B, 5C) / 82,35%

NÃO

9 (2A, 5B, 2C) / 17,65%

TOTAL

51 (5A, 39B, 7C) / 100%

* CÃES

SIM

35 (3A, 27B, 5C) / 83,33%

NÃO

7 (1A, 4B, 2C) / 16,67%

TOTAL

42 (4A, 31B, 7C) / 100 %

* GATOS

SIM

7 (7B) / 77,78%

NÃO

2 (1A, 1B) / 22,22%

TOTAL

9 (1A, 8B) / 100%

HOUVE MELHORA SIGNIFICATIVA DE SINTOMAS COMPORTAMENTAIS? - GRUPO IV

* CÃES E GATOS

SIM

39 / 88,64%

NÃO

5 / 11,36%

TOTAL

44 / 100%

* CÃES

SIM

31 / 88,57%

NÃO

4 / 11,43%

TOTAL

35 / 100%

* GATOS

SIM

8 / 88,89%

NÃO

1 / 11,11%

TOTAL

9 / 100%

HOUVE MELHORA SIGNIFICATIVA DE SINTOMAS ORGÂNICOS? - GRUPO IV

* CÃES E GATOS

SIM

41 / 89,13%

NÃO

5 / 10,87%

TOTAL

46 / 100%

* CÃES

SIM

33 / 86,84%

NÃO

5 / 13,16%

TOTAL

38 / 100%

* GATOS

SIM

8 / 100%

NÃO

0 / 0%

TOTAL

8 / 100%


DISCUSSÃO E COMENTÁRIOS

Chamou a atenção o alto percentual de desistência após a primeira avaliação (26/77, ou 33,77%). Uma das características deste grupo é a faixa etária inferior dos proprietários dos pacientes, quando comparada à faixa etária dos proprietários que deram sequência ao tratamento de seus animais de estimação (média de 46,08 anos, contra 55,24 anos do Grupo II, 51,76 anos do Grupo IV e 48,42 anos do Grupo III). Uma das hipóteses para este fato reside na expectativa imediatista dos proprietários, oriunda das relações cada vez mais velozes e superficiais do mundo contemporâneo, que acarreta em uma sensível diminuição da paciência para colaborar com a metodologia empregada, ausência de um maior interesse em compreender os conceitos e fenômenos relacionados ao sistema terapêutico homeopático, que tem por objetivo proporcionar resultados positivos e consistentes a médio e longo prazo (no caso de condições de caráter crônico, que é o objetivo deste estudo), sendo o mesmo possuidor de uma concepção diferenciada e, na maioria das vezes, estranha e desconhecida para o grande público. Outras hipóteses para o alto percentual de desistência após a primeira avaliação estão relacionadas à falta de empatia com o homeopata, ausência de confiança no trabalho do mesmo, descrédito e desconfiança relacionados à Homeopatia, frustração na expectativa dos proprietários (pela mesma oferecer resultados a médio e longo prazo), empecilhos causados pela concepção diferenciada do sistema terapêutico homeopático, incompatibilidade de datas disponíveis para atendimento entre profissional e proprietários de pacientes, além de outros possíveis fatores, ainda não identificados.

Em função da Homeopatia possuir uma concepção peculiar, que tem por objetivo individualizar o paciente e avaliá-lo em sua totalidade, o tratamento de doenças crônicas e distúrbios comportamentais em cães e gatos pela Homeopatia necessita de um tempo de acompanhamento dos pacientes mais longo, através de reavaliações periódicas, a fim de que sejam efetuados os devidos ajustes na prescrição medicamentosa. Isto torna os efeitos clínicos e comportamentais do tratamento homeopático mais evidentes, o que é comprovado ao comparar-se os resultados apresentados pelo grupo II (composto por pacientes avaliados em um período igual ou superior a 6 meses de tratamento) com o grupo III (composto por pacientes avaliados em um período inferior a 6 meses), em que os pacientes que foram avaliados em um período de tempo maior (grupo II) apresentam nítida vantagem em relação à eficácia do tratamento, quando comparados aos pacientes avaliados em um período de tempo inferior (grupo III).

Avaliando-se os resultados apresentados pelos pacientes incluídos no grupo II, observa-se que, do total de 25 pacientes caninos e felinos, 24 (96%) receberam avaliação "Ótimo" (14/56%), "Bom" (6/24%) ou "Regular" (4/16%), quanto à avaliação da eficácia do tratamento pela Homeopatia relacionada ao diagnóstico clínico associado à queixa principal (motivo da procura pelo tratamento homeopático), enquanto apenas 1 paciente (4%) recebeu avaliação "Insatisfatório". Os mesmos números absolutos e percentuais foram alcançados quanto às questões, tanto da melhora da qualidade de vida do paciente durante o tratamento pela Homeopatia, quanto da ocorrência de melhora significativa do paciente em relação ao tratamento alopático convencional e/ou período anterior ao tratamento homeopático (24/96% sim, 1/4% não). É importante considerar, ainda, que dos 24 pacientes que apresentavam distúrbios de comportamento antes de iniciar o tratamento homeopático, 23 (95,83%) obtiveram melhora significativa em relação a sintomas comportamentais, enquanto que, dos 24 pacientes que apresentavam distúrbios orgânicos, 23 (95,83%) obtiveram melhora significativa em relação a sintomas de ordem física, durante a evolução do tratamento pela Homeopatia.

Ao examinar-se os resultados apresentados pelos 51 pacientes caninos e felinos incluídos no grupo IV (ou seja, todos os que foram submetidos à sequência do tratamento), observa-se que 42 pacientes (82,35%) receberam avaliação "Ótimo" (20/39,21%), "Bom" (12/23,53%) ou "Regular" (10/19,61%), enquanto apenas 9 pacientes (17,65%) foram avaliados de forma "Insatisfatória", quanto à eficácia do tratamento pela Homeopatia relacionada ao diagnóstico clínico associado à queixa principal (motivo da procura pelo tratamento homeopático). Destaca-se, ainda, que 44 pacientes (86,27%) deste grupo apresentaram melhora significativa quanto à qualidade de vida, enquanto apenas 7 (13,73%) não obtiveram melhorias neste sentido. Em relação a haver ou não melhora significativa, ao comparar-se com o tratamento alopático convencional e/ou período anterior ao tratamento homeopático, 42 pacientes (82,35%) apresentaram melhora, enquanto 9 pacientes (17,65%) não exibiram melhora neste quesito. Nota-se, também, que dos 44 pacientes que apresentavam distúrbios comportamentais antes do início do tratamento homeopático, 39 (88,64%) apresentaram melhora significativa em sintomas da esfera comportamental, enquanto dos 46 pacientes que apresentavam distúrbios orgânicos, 41 (89,13%) revelaram melhora significativa relacionada a sintomas de natureza orgânica, durante o período de evolução do tratamento pela Homeopatia.

Observa-se resultados nitidamente inferiores quanto à avaliação da eficácia do tratamento homeopático em relação ao grupo III (composto por pacientes submetidos a um período de avaliação inferior a 6 meses de tratamento). Dos 26 pacientes caninos e felinos deste grupo, 18 (69,23%) receberam avaliação "Ótimo" (6/23,08%), "Bom" (6/23,08%) ou "Regular" (6/23,08%), enquanto 8 pacientes (30,77%) receberam avaliação "Insatisfatório", quanto à avaliação da eficácia do tratamento pela Homeopatia relacionada ao diagnóstico clínico associado à queixa principal. Quanto à qualidade de vida, 20 pacientes (76,92%) apresentaram melhora significativa, enquanto 6 (23,08%) não a apresentaram. Quanto à questão de haver ou não melhora significativa em relação ao tratamento alopático convencional e/ou período anterior ao tratamento homeopático, 18 pacientes (69,23%) apresentaram melhora, sendo que em 8 pacientes (30,77%) não foram observadas melhorias neste sentido. Enquanto 16 (80%) dos 20 pacientes que apresentavam distúrbios comportamentais obtiveram melhora significativa quanto aos sintomas desta ordem, 18 pacientes (81,82%) apresentaram melhora significativa relacionada a sintomas de ordem física, do total de 22 que possuíam distúrbios orgânicos antes do início do tratamento homeopático.

Se, por um lado, a análise dos resultados mostra que os pacientes submetidos a um período de tratamento mais longo (grupo II) tiveram um grau de eficácia maior, concomitantemente observa-se que os pacientes submetidos a um período de tratamento mais curto (grupo III) também apresentaram resultados eficazes, apesar de revelarem um grau de eficácia inferior, quando comparados aos pacientes do grupo anterior. Este fato mostra que o tratamento de doenças crônicas e distúrbios comportamentais em cães e gatos pela Homeopatia pode proporcionar resultados eficazes (ou, ao menos, iniciar um movimento neste sentido), em um curto período de tempo.

Partindo-se da premissa de que o efeito placebo em animais seja insignificante (por supostamente os mesmos não terem plena consciência de que estão sendo tratados, nem recebendo um atendimento médico veterinário diferenciado e "humanístico" - próprio da relação médico-paciente do tratamento homeopático em seres humanos -, o que não acarretaria em um efeito psicológico positivo, relacionado ao simbolismo que este tratamento "diferenciado" proporcionaria na expectativa de melhora em tais pacientes), o alto percentual de melhorias relacionadas ao diagnóstico clínico associado à queixa principal (motivo da procura pelo tratamento homeopático), qualidade de vida do paciente e comparação com o tratamento alopático convencional e/ou período anterior ao tratamento homeopático, além de melhoras significativas relacionadas a sintomas comportamentais e orgânicos concomitantes, demonstra ser o medicamento homeopático dotado de potencial terapêutico real e consistente, distanciando-se, assim, da suposição de que o mesmo não passaria de uma substância inerte e nula em relação ao seu conteúdo terapêutico, agindo, apenas, em um nível psicológico. Deste modo, os resultados altamente satisfatórios alcançados, a médio e longo prazo, por este estudo de eficácia do tratamento de doenças crônicas e distúrbios comportamentais em cães e gatos pela Homeopatia demonstra, de forma clara e incontestável, ser praticamente impossível justificar a ação do medicamento homeopático exclusivamente a partir do efeito placebo, devendo-se procurar outras explicações, seja de ordem teórica ou oriundas de pesquisa científica, para a ação do medicamento homeopático, já que o tratamento de doenças crônicas e distúrbios comportamentais em cães e gatos pela Homeopatia mostrou-se altamente eficaz, conforme os resultados indicados por este estudo (sugere-se a leitura de "Alguns Comentários Sobre a Ação do Medicamento Homeopático", do mesmo autor).


CONCLUSÕES

A alta taxa de incidência de melhoras significativas, não apenas relacionadas aos sintomas associados ao diagnóstico clínico referente à queixa principal, mas, também, quanto à qualidade de vida e outros sintomas, tanto de caráter comportamental e/ou orgânico apresentados pelos pacientes, corrobora, de forma expressiva, o conceito de tratamento integral e globalizante, inerente à terapêutica homeopática. Desta forma, este sistema terapêutico, em vista de sua concepção particular, propõe-se a abordar e tratar o paciente em sua totalidade (em seu aspecto mental/comportamental, geral e físico) e não especificamente a doença apresentada pelo mesmo (que é, normalmente, o motivo da procura pelo tratamento), trazendo, como consequência, a melhora não somente dos sintomas relacionados ao diagnóstico inerente à queixa principal, mas de outros sintomas apresentados concomitantemente pelo paciente, sintomas estes fundamentais para a configuração da imagem característica apresentada pelo doente e para a escolha da corrente homeopática (com sua metodologia própria) mais adequada para tratá-lo, o que induz à sua individualização, já que o tratamento pela Homeopatia é específico para cada paciente.

Portadora de uma concepção diferenciada, que busca compreender e tratar o doente, e não somente a doença que o mesmo apresenta, abordando-o em sua integralidade e buscando a sua individualização, a Homeopatia credencia-se na condição de sistema terapêutico capaz de acrescentar alto grau de segurança, eficácia, efetividade e eficiência (TEIXEIRA, 2008) ao tratamento médico veterinário convencional, proporcionando saúde, bem-estar, felicidade e qualidade de vida aos animais, de acordo com os resultados do presente estudo.

A partir da apresentação dos resultados deste estudo, tem-se a pretensão de contribuir para que mais trabalhos de estudo e pesquisa em Homeopatia sejam efetuados, a fim de demonstrar a eficácia da Homeopatia na qualidade de sistema terapêutico, que utiliza-se de princípios baseados em evidências.

O presente estudo conclui, de forma clara, lógica e objetiva, haver um forte indício de que os efeitos clínicos da Homeopatia são nitidamente superiores ao efeito placebo, em função dos resultados alcançados pelo tratamento homeopático em cães e gatos portadores de doenças crônicas e distúrbios comportamentais, já que a maioria dos pacientes avaliados após o tratamento pela Homeopatia apresentou sensíveis melhoras clínicas e comportamentais, em relação ao período anterior ao tratamento homeopático, em que foi utilizada ou não medicação alopática convencional. Assim sendo, deve-se buscar outras explicações, não fundamentadas no efeito placebo, para a ação do medicamento homeopático, que sirvam de justificativa para o alto percentual de eficácia do tratamento pela Homeopatia de pacientes caninos e felinos portadores de doenças crônicas e distúrbios comportamentais.


AGRADECIMENTOS

Agradeço a todos que, de uma forma ou outra, colaboraram e tornaram possível a realização deste trabalho.

Agradeço à Liga Homeopática do RS, a todos os diretores, colegas, funcionários e colaboradores, que abriram espaço, permitiram e deram condições para que realizasse este trabalho. Representando a todos, agradeço à secretária da Liga, Sra. Cleusa Onofre, por sua dedicação ao trabalho, eficiência e paciência. Um agradecimento especial às colegas médicas veterinárias, Dra. Laura Eugênia Ferrari Tubino e Dra. Maria de Lourdes Alves Alexandre, responsáveis diretas pela minha entrada na Liga Homeopática do RS.

Agradeço especialmente aos pacientes caninos e felinos que participaram deste estudo, pois sua saúde, bem-estar, felicidade e qualidade de vida representam o verdadeiro objetivo de nosso trabalho: Alaia, Alariko Akiko, Beth, Bob, Bock, Bom Bom, Bóris, Buffy Kelly, Céu, Charlotte, Déka, Diogo, Duda, Dunga, Duque, Flor da Rua, Fred, Frederico, Goody, Jade, Kika, Linda Blair, Look, Lua, Max, Mel, Mell Von Sandburgh, Mingau, Minski, Napoleão, Napoleão, Negrinha, Nino, Nupi, Peta, Pikitcho, Pingo, Preciosa, Preta, Ronaldinho, Samuel, Sansão, Sleep, Snoopy, Theóphila, Toby, Van Gogh, Wilbur, Xica, Yume Akiko, Ziggy... E aos seus respectivos proprietários.

Agradeço ao meu Pai, Affonso Domenico Pedrini, e à minha Mãe, Neuza Adacyr Machado Pedrini, por seu apoio irrestrito e por terem sempre acreditado em meu potencial.

E, acima de tudo, agradeço a Deus Nosso Senhor, pela vida e por tudo.

Porto Alegre, dezembro de 2014.


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Dr. Celso Affonso Machado Pedrini

Médico Veterinário

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